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Epílogo: Cicarelli, YouTube ou Zuliani. Quem é o culpado pela censura?
1) Como pessoa pública que é, dona Cicarelli devia ficar esperta que sempre vão existir paparazzi seguindo ela. Não estou dando razão pros lixos ambulantes que são os “profissionais” que ganham a vida trabalhando pro Leão Lobo e pra Luciana Gimenez, mas a ex-Fenômena certamente marcou bobeira. E a declaração de ontem certamente saiu pior do que o soneto.
2) Caiu na rede, é peixe. Como declarou o “especialista” no vídeo do Jornal da Globo, não tem como reverter a “maldição da internet”. Fez sucesso, youtubaram, virou scrap? Já era, aquilo nunca mais vai sumir. Ainda mais que o compartilhamento de vídeos pela rede não vive só de YouTube. É mais negócio ficar quietinha no seu canto que vai feder menos, e o povo tem memória curta demais para guardar essas coisas. Aliás, não só para essas coisas, mas para assuntos importantes também…
3) O desembargador Ênio Santarelli Zuliani não entende muito de internet, e o especialista que eu espero que ele tenha consultado antes de tomar qualquer decisão também não conseguiu explicar direito ao desembargador como funciona a “teoria” do item 2 deste post. Citando um trecho desta matéria do Conjur, “O desembargador sustenta que sua intenção era de bloquear apenas o vídeo, mas em sua decisão deu ordens para bloquear todo o site“. Mal-entendidos “prolixais” à parte, existe algum tipo de punição prevista para este tipo de cagada magistral?
4) Os provedores de acesso (obviamente liderados pela Brasil Telecom, sempre pioneira nas inovações que dizem respeito ao descaso pelos seus usuários) aproveitaram o ledo engano jurídico para bloquearem rapidamente o acesso ao YouTube, que é declaradamente a principal causa de lentidão da navegação e sobrecarga em seus servidores. Assim, posaram de bonzinhos-dentro-da-lei, e economizaram por um certo tempo a sua valiosa banda.
Analisando a sério a questão depois de analisar todos os fatos e desfechos, meu “ranking de culpa” entre os envolvidos fica o seguinte (do mais culpado pro menos culpado):
- Provedores de acesso, que interpretaram a decisão judicial da maneira que mais lhe convinha, em detrimento de seus usuários
- Justiça brasileira: Falta de informações sobre os assuntos tratados, e excesso de trâmites e decisões divergentes
- Cicarelli: Ah, ela deu na praia, pô!
- YouTube: Tem que arrumar uma maneira de moderar os vídeos postados, ANTES de eles irem pro ar. Sei que isso é difícil e exige recursos humanos imensos, mas é o ônus de valer mais de um bilhão de dólares…
A agora chega, porque esse assunto já deu muito mais pano pra alga, digo, manga do que merecia.









































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