Mai 06 2008
Hoje não!! Hoje não!!! Hoje sim… Hoje sim??
Barrichello diz que saiu da Ferrari por ser o número 2
Próximo de estabelecer o novo recorde de participações na história da Fórmula 1 (257 GPs), o brasileiro Rubens Barrichello voltou a falar sobre sua época na Ferrari. Em entrevista à TV Globo, o piloto da Honda disse que saiu do time italiano porque estava cansado de ser o número 2.
A gota d’água teria sido o GP dos EUA de 2005, quando apenas seis carros largaram e, mesmo assim, o brasileiro foi orientado a reduzir a velocidade para deixar o alemão Michael Schumacher chegar e ultrapassar.
Em 2005, Rubens? Certeza que a gota d’água veio só em 2005? Vamos entrar na máquina do tempo então:
A data do vexame acima? Doze de maio. De dois mil e dois. DOIS MIL E DOIS! E demorou mais três anos para que Rubinho encontrasse uma gota d’água? Frouxo, diriam uns. Cumpridor de contrato, diriam outros. Bobo da corte, mas milionário, diriam os mais maldosos.
O que interessa é que tirando o pé do da direita naqueles últimos metros - ali naquele momento - Rubinho decidiu vários limites de sua passagem pela Ferrari e pela principal categoria do automobilismo mundial, e também de sua relação com o público.

“TarRrrtarRRruga Rrrubinha, rá!”
Aceitou ser motivo eterno de chacota de todo povo brasileiro (e do Schumacher, do C&P, do VA, etc…) para garantir um título futuro pela melhor escuderia da época, num momento hipotético em que o Schumacher se aposentasse e ele se tornasse o tal do “1º piloto”. Resultado? Quando Schumacher se aposentou e largou a teta vermelha, Rubinho já pilotava um carro da Honda há tempos. Cada vez mais longe da possibilidade de ganhar algum título, mas ainda ganhando os milhões por ano.
Tive duas (1 - 2) oportunidades de ver Barrichello pilotando ao vivo, e posso dizer que o cara não deve nada em termos de braço para todos os outros (incluindo aí o alemão). Infelizmente faltou nele um pouco do gene que o Senna tinha na medida certa, e o Piquet(o pai) tinha de sobra.
Aquele gene que, quando recebesse o recado pelo rádio pedindo para tirar o pé, até o fizesse num primeiro momento, mas somente até o carro do companheiro de equipe emparelhar com ele. Pra daí jogar o próprio carro pra cima do outro, fazendo com que as duas Ferraris ficassem paradas por ali mesmo, a poucos metros da linha de chegada.

Sim, a dor no coração ia ser a mesma…
Aposto que o Jean Todt iria entender o recado…



Cara, ta ai explicado o motivo de eu efetivamente não respeitar o Rubinho, justamente NESSA corrida que eu assistia em casa e fiquei pensando: “Que baita banana esse Rubinho!”. Tendo contrato ou não, tendo ordem superior ou não, eu jamais me submeteria a tal capricho, acho que por isso que ele ta la na F1 e eu aqui em casa, dirigindo carrinho de controle remoto.
Genial a narração do Cléber, hehehehe. Momento inacreditável.