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Dez 30 2005

Havaiana compra iPod e leva pedaço de carne

Autor: brain. Categoria(s) Produtos, Irônico



Havaiana compra iPod e leva pedaço de carne

A havaiana Rachel Cambra quis presentear seu filho de 14 anos no Natal com o iPod vídeo que ele tanto queria. Mas ao abrir a caixa de seu presente na noite de Natal, o garoto levou um susto: ao invés do novo modelo de tocador musical e de vídeo da Apple Computer, a caixa do iPod continha um pedaço de carne. “Cambra diz que a caixa estava selada e não parecia ter sido mexida quando a trouxe para casa da loja Wal-Mart de Honolulu, onde ela trabalha”, relata o ABC News. Segundo o site, a carne em questão parecia ser algum tipo de peixe ou produto feito de carne.

foto
Mais nobre que filé mignon!

Eca!

Veja o texto completo no MacPress.

2 Responses to “Havaiana compra iPod e leva pedaço de carne”

  1. janaina Paeson 10 Mai 2008 at 2:09 am

    “Não consigo ver onde está a novidade, deste tal ipod jamais compraria uma ideia clonada como esta.
    Em 1978, Artur Barrio criou seu livro de carne (Idéia autêntica)….Agora a tecnologia vem dizer que criou um ipod de carne…
    Por acaso é efemero??? Meu cerebro não!!!”

    Sobre a efemeridade de um LIVRO DE CARNE, criado em 1978, e apresentado em varios Museus do mundo.

    PERFIL
    Arte desconcertante
    Livro abriga a obra de Artur Barrio

    Isabel Butcher

    Dilmar Cavalher/Strana

    Artur Barrio: livro que pereniza carreira dedicada à arte efêmera

    Não acredite na placidez que o sorriso e os cabelos brancos da foto aí do lado transmitem. O homem é um perigo. Artur Barrio, português de nascença, mudou-se com a família para o Rio em 1955. Mora até hoje na mesma rua, em Copacabana, mas esse é o mais singelo de seus hábitos singulares. Aqui, tornou-se um rebelde, mas com causa: há décadas dedica-se a romper com a forma tradicional de fazer arte. Para tanto, cria obras como um livro de carne que se decompõe à vista do público. Além da polêmica, há o prestígio. Ajuda na compreensão de ambos o livro Artur Barrio (Modo Edições; 275 páginas; 50 reais), que será lançado no Museu de Arte Moderna na próxima quinta (28). A publicação, de papel mesmo, traz textos críticos de, entre outros, Ligia Canongia – também organizadora do livro –, do curador Fernando Cocchiarale e do crítico espanhol radicado no Rio Adolfo Montejo Naves. É ilustrada por obras do artista desde 1969, quando disse a que veio, até este ano, com registros de sua participação na Documenta de Kassel, na Alemanha, uma das mais importantes exposições de arte contemporânea do planeta. Artur Barrio, o livro, tem patrocínio da Petrobras. Daí o precinho camarada para uma edição tão bem trabalhada e rica.

    Fotos divulgação

    A estréia no MAM, em 1969: papel higiênico molhado, contestação e lixo, muito lixo
    Livro-carne: a obra que se decompõe diante do público esteve em Paris e na Bienal de São Paulo

    Veja também
    Galeria de imagens

    O mesmo MAM abriga, a partir de sexta (29), um trabalho do artista: a obra-instalação Minha Cabeça Está Vazia/Meus Olhos Estão Cheios, idealizada em 1982. A peça é formada por círculos no chão que, a cada nova montagem, são preenchidos com diferentes materiais. No MAM vai ser óxido de ferro. Como se vê, as criações de Barrio, 57 anos, não podem ser guardadas em museus nem penduradas na parede. Ele faz arte conceitual. Cria performances, ou, como prefere, “situações” que resultam em obras feitas com materiais perecíveis. Ainda bem que lembraram de fotografar. A preciosa edição de Artur Barrio traz o primeiro trabalho do artista, feito em 1969, no MAM. Foi uma bomba. Situação…Orhhhh…ou 5.000…T.E…em…NY…City…1969 começou com um punhado de papel higiênico banhado na baía e culminou com Barrio entre trouxas ensangüentadas e sacos cheios de coisas que nem é bom saber.

    Minha Cabeça Está Vazia, de 1982: peça ganha nova montagem no MAM

    Já na estréia, o artista despertou ira e admiração na mesma medida. “Achavam que eu era niilista, que o trabalho era horrível. É provocador, sim. Mas tenho consciência e ele está aqui até hoje, mesmo sendo momentâneo. É um efêmero de 33 anos”, explica. O início da carreira, é bom lembrar,do momentâneo. É um efêmero de 33 anos”, explica. O início da carreira, é bom lembrar, coincidiu com um contexto histórico bem propício. A ditadura militar recrudescia e a neutralidade não era bem-vinda. Era-se contra ou a favor de qualquer coisa. Barrio foi além da contestação que movia a classe artística e intelectual. “Cheguei como um desconhecido, uma pessoa fora de todos os circuitos, mas fui capaz de atirar a pedra mais longe do que os outros”, diz. Fez isso sem se misturar. “Se você entra para um grupo, com idéias já formadas, terá de se encaixar. Eu não me encaixo”, conta. De fato. Além de papel higiênico e das famosas Trouxas Ensangüentadas, já recorreu a sacos transparentes com materiais em decomposição, lixo e dejetos. “Gosto de trabalhar com odores dos mais variados”, provoca. As obras mais recentes de Barrio têm cheirado melhor. O autor do Livro-carne, que já foi exibido em Paris e na Bienal de São Paulo de 1998, tem usado café, pão e outros materiais mais amenos. Sua trajetória, da estréia estrondosa aos dias de hoje, inspira um livro que faz jus ao artista. Uma surpresa a cada página.

  2. Cristina Mottaon 10 Mai 2008 at 2:48 am

    I remember the BOOK OF MEAT (1978) of Artur Barrio, conceptual artist.

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