Maternidade mórbida


Menino completa 5 anos com quase 58 quilos na Bahia
 
O menino Michael Dourado Ribeiro, 5 anos, que mora na cidade de Cocos, no interior da Bahia, está com 57,5 quilos. O peso é o equivalente a quase três vezes o ideal para uma criança da idade dele, que pode variar de 18 a 20 quilos. Em abril de 2007, quando o garoto tinha 3 anos, ele chegou a pesar 50 quilos. Em tratamento, o menino conseguiu reduzir o peso em 14 quilos, mas não consegue mais emagrecer.
 
A festa de aniversário de 5 anos dele foi realizada no domingo. O bolo foi preparado por funcionários da Assistência Social da Prefeitura Municipal de Cocos. Segundo a mãe dele, a lavradora Mireide Rodrigues Dourado, o filho já passou por uma junta médica em São Paulo e por outros diversos hospitais na Bahia, mas até agora não sabe qual o diagnóstico que explique a obesidade do filho. “Ninguém consegue me dizer exatamente o que o meu filho tem para ficar tão gordo. Ele chegou a emagrecer um pouco, mas ele acaba engordando tudo de novo.”
 
Mireide disse que teme pela saúde do filho, que passou os três primeiros anos praticamente sem andar. “Ele apenas de arrastava. Ficava em pé, mas logo sentava e ficava deitado. Hoje, as pernas dele são tortas por causa do peso, mas até que está conseguindo andar um pouco”. A mãe afirmou ainda que o filho adora brincar, mas tem poucos amigos. “Ele fica perto de casa, pois não consegue acompanhar o ritmo das outras crianças”, disse a lavradora.
 
Mireide disse que o filho come de tudo, mas se deixar, ele procura por comida o dia todo. “Já pensei em colocar cadeado na geladeira, pois ele fica querendo comer tudo e a toda hora. Quando ele ainda não conseguia andar, ele resmungava, chorava até darmos comida para ele. Agora, se não ficarmos ao lado dele, meu filho abre a geladeira e pega o que alcançar”.
 
A lavradora afirmou que Michael tem dificuldades para dormir, principalmente quando chove. “A umidade faz ele ficar mais ofegante. Por isso ele fica mais tempo deitado no chão”. Ela disse que só o fato de ter de levar o filho para o médico já é um sacrifício, pois mora fora da zona urbana da cidade. “Como ele não consegue andar muito e eu não consigo suportar o peso dele, fica difícil sair de casa. Não tenho carrinho e tenho de carregá-lo nas costas.”

 
Esse eu vou colocar na categoria “Triste”. E não vou fazer nenhuma piada, porque sob a minha ótica, essa situação representa um crime que viola o artigo 18 do segundo capítulo do estatuto da criança e do adolescente: “É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
 
Crime sim, que tem como vítima:

 
Que é colocada em situações desumanas e constrangedoras por:


 
Utilizando-se de meios parecidos com:

 
Seu filho abre a geladeira e pega o que alcançar, minha senhora?
 
Então que tal rechear a geladeira de coisas saudáveis para que da próxima vez ele alcance somente uma folha de alface ou uma maçã?

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  1. #1 by Bruna on 1/04/2009 - 01:26

    CONCORDO EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU.

  2. #2 by Victor Tls on 1/04/2009 - 08:51

    BOAAAAAAAA MELO!

  3. #3 by Judy on 1/04/2009 - 11:38

    Melo, perfeita a categoria!

    Mas, veja, a mãe é lavradora, e magra. Carrega o garoto nas costas. É difícil mudar essa cultura. Comer é sinônimo de riqueza, bem-aventurança e status.

    Uma geladeira recheada de produtos ditos infantis foi O status nos anos 80. Não vale um bifinho não, vale um monte de açúcar colorido, mas vai falar isso pras mães…

    A obesidade entre os mais pobres é ainda mais difícil de tratar.

    Acredito em uma disfunção da hipófise, para justificar tamanho apetite e ganho de peso.

    Mas, me parte o coração. Fui uma criança gorda, não como ele, e sei que é muito sofrido.

    Parabéns pela não-piada, subiste 1000 pontos no meu conceito.

  4. #4 by melo on 1/04/2009 - 11:41

    Beleza, agora estou só com -3 pontos 😉

  5. #5 by Nina* on 1/04/2009 - 13:22

    Boa, Judy! Perfeito!
    Voltei 2 vezes pra confirmar o autor do post…rs

    (E quanto a você, Melo, ainda assim não subiu no meu conceito. Coisa feia que fez com a Marcinha…)

  6. #6 by Pepe Legal on 1/04/2009 - 15:28

    Assim q esse moleque ficar adulto, ele devia matar a vaca da mãe dele com um tiro de espingarda na testa.

  7. #7 by melo on 1/04/2009 - 17:18

    Provavelmente não, Pepe. Ele não vai conseguir sair de casa para comprar a bala.

    Sério, como que uma mãe consegue ver um filho tendo que dormir nu no chão para poder respirar sem ficar ofegante, mas mesmo assim continua entupindo ele de comida quando o coitado começa a chorar por conta do vício?

    Não consigo conceber um troço desses na minha cabeça.

  8. #8 by Pepe Legal on 1/04/2009 - 20:00

    É q o a maioria do povo brasileiro, como essa “mãe” ae, são pessoas ignorantes, bestializados, insensíveis e sem isntrução.

    Mas ela, além disso tudo, ela não tem alma de mãe pq é egocêntrica, indiferente, supérfula, sem autoestima e respeito e só quer saber de arrumar um homem p casar e fazer uma família bem grande…

    Acho isso pq só pode ser isso! P não ligar pro q acontece com seu própio filho.

  9. #9 by Maldito on 1/04/2009 - 20:49

    É… definitivamente o quote não funciona com IE 6.

    Já que o melo não quis fazer a piada, deixa comigo:

    Ele não vai conseguir sair de casa para comprar a bala.

    Mesmo porque, se ele conseguir, ele vai pegar a bala e chupar.

    😉

  10. #10 by Judy on 2/04/2009 - 11:06

    Poxa, Maldito… fraaaaaca….

  11. #11 by anônimo on 3/04/2009 - 09:37

    TENSO!

  12. #12 by Mariana on 8/08/2009 - 18:35

    concordo em gênero, número e grau²

(não será publicado)